Arquivo de News - Revista Fine https://revistafine.com/tag/news/ My Blog Wed, 21 Jan 2026 16:21:18 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://revistafine.com/wp-content/uploads/2022/09/m_favicon.png Arquivo de News - Revista Fine https://revistafine.com/tag/news/ 32 32 MARIA LUIZA KOZICKI https://revistafine.com/marialuizakozicki/ https://revistafine.com/marialuizakozicki/#respond Sun, 28 Dec 2025 12:00:14 +0000 https://theme.madsparrow.me/most/?p=16 Infância e formação acadêmica Maria Luiza Moleri Kozicki nasceu em Porto União (SC), em fevereiro de 1954, em um núcleo familiar no qual educação, […]

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Infância e formação acadêmica

Maria Luiza Moleri Kozicki nasceu em Porto União (SC), em fevereiro de 1954, em um núcleo familiar no qual educação, cultura visual e sensibilidade para o trabalho manual faziam parte do cotidiano. É filha de Maria Ignes Santos Moleri, professora, e de Emilio Moleri, designer de móveis, ambos naturais de Itajaí (SC). Esse contexto, simultaneamente pedagógico e estético, é decisivo para compreender o início de sua vocação: a artista não surge como improviso biográfico, mas como continuidade de um ambiente que valorizava observação, disciplina e criação. Sua formação escolar ocorreu em União da Vitória (PR). Trata-se de uma região em que a paisagem, a luz e a variação cromática das estações se impõem como experiência diária, com forte impacto na memória visual. Ainda na juventude, Maria Luiza inicia-se no desenho e na pintura com incentivo familiar e recebe orientação de mestres pintores locais em União da Vitória. Essa etapa inicial tem importância particular, pois consolida dois traços que atravessariam toda a sua produção: a inclinação pela cor como linguagem e a recusa de uma arte meramente descritiva, orientada apenas pela reprodução literal do real. A própria artista, décadas depois, sintetizaria esse eixo criativo de maneira emblemática: “Quero pintar o que não conheço, o mistério, o imaginário, o enigmático”. No plano acadêmico, Maria Luiza conclui seus estudos universitários em História, com término indicado em 1972. Em registros ligados à sua biografia, a instituição é apresentada como a então Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de União da Vitória, atualmente incorporada à Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR), Campus de União da Vitória. Essa passagem pela História é mais do que um dado curricular; ela oferece arcabouço intelectual para uma artista que sempre tratou a pintura como experiência cultural e não como mero exercício decorativo. A formação histórica tende a aguçar a percepção de permanências e rupturas, de camadas de memória e de símbolos coletivos, e isso se alinha, de modo particularmente coerente, à forma como a artista compreende o ato criativo como transfiguração do mundo, ou seja, como construção de um campo próprio de sentido. Em paralelo ao percurso acadêmico, ocorre a consolidação prática de sua formação em artes. Entre 1976 e 1979, Maria Luiza estabelece seu ateliê em Jaboticabal (SP), período decisivo em sua biografia, pois ali se fixa um regime de trabalho que combina rotina, estudo e produção contínua. O ateliê, nesse contexto, não é apenas um espaço físico, mas um método de vida: é onde se aprende a insistência, a repetição necessária, o aperfeiçoamento técnico e a paciência do ofício. Em 1979, conclui a formação em Desenho e Artes Plásticas na Faculdade de Educação de Jaboticabal (SP). Ainda em Jaboticabal, a artista funda o Atelier de Artes Plásticas (Maison Blanche), iniciativa que evidencia, desde cedo, sua postura de autonomia e de organização profissional. A fundação de um ateliê com identidade própria, em fase relativamente inicial, aponta para um traço constante na trajetória de Maria Luiza: a arte como compromisso estruturante, como projeto de longo prazo, sustentado por trabalho e consistência. No plano público, o primeiro marco expositivo destacado em sua cronologia ocorre em 1977, quando realiza mostra individual em Jaboticabal, em homenagem aos 149 anos da fundação da cidade. Mesmo sendo um evento inaugural, ele já indica uma artista disposta a apresentar sua obra em contexto formal e a submeter a produção ao olhar público. Esse passo é importante porque funciona como transição entre a formação e a carreira, entre o exercício privado do ateliê e a construção de presença no circuito artístico. É relevante notar que, desde as primeiras descrições de sua obra, a artista aparece como alguém que não entende a pintura como registro neutro do visível, mas como tentativa de alcançar dimensões menos imediatas da experiência. Quando Maria Luiza afirma o desejo de pintar “o que não conhece”, ela delimita o território do seu trabalho: o mistério e o imaginário como matéria plástica. Isso tem consequências diretas na forma como sua formação deve ser lida. A técnica, no caso da artista, não é finalidade autônoma; ela é instrumento para sustentar atmosferas, para tornar visível aquilo que, por definição, não se oferece prontamente à descrição. Nesse sentido, os anos de infância, escolarização e formação acadêmica não aparecem como antecedentes periféricos, mas como base de um percurso coerente. A presença de uma mãe professora e de um pai designer, a iniciação artística ainda jovem, a orientação por pintores locais, a formação universitária em História e, em seguida, a consolidação prática do ateliê e da formação em artes em Jaboticabal formam um conjunto orgânico. A partir desse alicerce, torna-se mais fácil compreender por que, ao avançar para a década de 1980, Maria Luiza busca uma experiência formativa internacional e por que essa passagem pela Alemanha não dilui sua identidade. Pelo contrário, a construção de sua linguagem já estava em curso, e a etapa seguinte funcionaria como expansão e aprofundamento. Em outras palavras, a vocação já estava afirmada, e a formação já havia produzido método e repertório. O que viria adiante seria uma intensificação do olhar, com novas referências e novos diálogos, sem renúncia ao princípio central que a artista declara com clareza: a pintura como caminho para o enigmático.

Vida profissional

A vida profissional de Maria Luiza Moleri Kozicki ganha contornos definitivos no início da década de 1980, quando sua formação e disciplina de ateliê se articulam com uma experiência internacional que aprofunda repertório, método e consciência estética. Entre 1980 e 1982, a artista frequenta, na Alemanha, a Akademie der Bildenden Künste München (Academy of Fine Arts Munich), instituição pública de ensino superior em artes visuais, de natureza independente, vinculada ao Estado da Baviera, historicamente reconhecida por sua tradição formadora e pela exigência acadêmica na formação de artistas. A escolha por Munique não é casual. Trata-se de um centro cultural de forte densidade artística, no qual museus, galerias e escolas se organizam como ecossistema criativo. Para uma artista em consolidação, a vivência em um ambiente como esse funciona como campo de tensão produtiva: a disciplina técnica se intensifica, o olhar se reeduca e a linguagem plástica é testada diante de outras tradições estéticas. No caso de Maria Luiza, esse período não representa uma ruptura com sua matriz cultural, mas a construção de um diálogo em que o elemento brasileiro, sobretudo a cor, se torna ainda mais consciente e deliberado. Durante essa fase europeia, a artista não se restringe ao estudo. Em 1981, realiza mostra individual na Galeria Füssel & Jakob, em Munique, simultaneamente ao período em que frequenta a Akademie. A exposição constitui marco profissional relevante, não apenas por ocorrer em contexto internacional, mas por revelar que sua obra já possuía consistência suficiente para ser apresentada como conjunto autoral fora do país de origem. No ano seguinte, em 1982, Maria Luiza realiza nova mostra individual na Galeria do Dresdner Bank, na cidade universitária de Giessen, também na Alemanha. O dado é particularmente expressivo porque sinaliza continuidade de inserção e não um evento isolado: em dois anos consecutivos, a artista se apresenta ao público alemão em mostras individuais, indicando maturidade precoce e capacidade de interlocução internacional. Essas exposições são acompanhadas por recepção crítica que enfatiza um aspecto central de sua obra: a luminosidade cromática, percebida como tropical e vibrante em contraste com o ambiente europeu. O registro mais citado desse reconhecimento vem do professor H. Karg, associado à Universidade de Munique, ao observar que “nem os dias cinzentos do inverno europeu conseguiram apagar a vibração luminosa das suas obras”. Trata-se de comentário com alto valor interpretativo, pois destaca a permanência de uma identidade pictórica que não se dilui no contato com a Europa. Pelo contrário, a obra se afirma como linguagem própria, arraigada em uma matriz cultural brasileira e, simultaneamente, capaz de dialogar com tradições artísticas do continente. Do ponto de vista profissional, essa recepção aponta para uma característica que atravessará toda a carreira de Maria Luiza: a cor como eixo estrutural, e não como ornamentação. Na Alemanha, onde o rigor formal e o debate estético frequentemente tensionam o trabalho do artista, sua pintura se sustenta na inteligência cromática e na construção de atmosferas. Mais tarde, o discurso crítico reforçaria essa percepção ao situá-la em diálogo com a tradição cromática brasileira, chegando a mencionar, por analogia, a “inteligência da cor” na linhagem de Tomie Ohtake. A experiência alemã também reforça outro eixo de sua vida profissional: a articulação entre produção e formação. Maria Luiza não se restringe a criar; ela organiza espaços, estabelece ateliês e estrutura ambientes de ensino e difusão cultural. Esse traço já havia se manifestado em Jaboticabal com a fundação do Atelier de Artes Plásticas Maison Blanche e se reafirma com maior peso institucional no retorno ao Brasil. De volta ao país, passa a atuar em Curitiba e, em 1984, funda o ateliê de artes plásticas do Colégio Marista Santa Maria, onde permanece entre 1984 e 1988. Essa iniciativa possui relevância profissional por três razões: demonstra capacidade de institucionalização da prática artística; confirma uma carreira construída por continuidade e estrutura; e situa a artista como agente cultural ativa, conectando produção, circulação e educação estética. Ainda em 1984, ocorre mostra individual no próprio Colégio Santa Maria, por ocasião da inauguração do estabelecimento de ensino, reforçando a dimensão simbólica e pública da fundação do ateliê naquele ambiente. A partir desse período, sua inserção no circuito artístico do Paraná e do Brasil se intensifica, articulando produção autoral, presença institucional e reconhecimento crítico.

Mostras individuais, coletivas e premiações

A trajetória expositiva de Maria Luiza Moleri Kozicki evidencia continuidade, inserção progressiva em espaços qualificados e reconhecimento reiterado por meio de salões, mostras e premiações. Quando observada como processo, revela um percurso coerente, no qual cada etapa amplia o alcance institucional da artista sem exigir perda de identidade estética. Desde a mostra inaugural em Jaboticabal, em 1977, passando pela participação em certames no final da década de 1970, pelas exposições individuais na Alemanha nos anos de 1981 e 1982, pelo retorno vigoroso ao circuito curitibano em 1983, pelas premiações e consolidação institucional em 1984, até a expansão nacional e internacional ao longo das décadas seguintes, a cronologia constrói um retrato de permanência e consistência. Premiações como os Prêmios Chandon de Arte e Vinho (1984 e 1985) e o Grande Prêmio Laurea no Salão Paranaense da Paisagem reforçam a legitimação institucional de sua produção. A circulação internacional, com participações na Alemanha e na Holanda, amplia o alcance simbólico de sua obra, enquanto a presença constante em exposições em Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília evidencia inserção sólida no circuito brasileiro. Mais recentemente, sua participação em exposições na Zuleika Bisacchi Galeria de Arte, em Curitiba, bem como a presença em projetos institucionais e coletivos contemporâneos, reafirma a vitalidade de uma produção madura, capaz de dialogar com diferentes gerações e linguagens sem perder coerência interna.

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SARA BAGGIO – UMA VIDA COM PROPÓSITO https://revistafine.com/sarabaggio-blog/ https://revistafine.com/sarabaggio-blog/#respond Fri, 14 Nov 2025 12:08:16 +0000 https://theme.madsparrow.me/most/?p=21 Sara Baggio, 52 anos, é casada com o empresário José Américo Baggio e reside em Curitiba há 34 anos, cidade que escolheu para estudar, […]

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Sara Baggio, 52 anos, é casada com o empresário José Américo Baggio e reside em Curitiba há 34 anos, cidade que escolheu para estudar, trabalhar e construir sua vida. Nascida em Telêmaco Borba, filha de Josias e Julieta de Oliveira, tem um irmão advogado Dr. Eliezer Domingues com quem compartilha o orgulho de pertencer a uma família unida e dedicada.

Com uma trajetória marcada por determinação, Sara chegou a Curitiba aos 17 anos disposta a construir seu futuro. Nos primeiros anos atuou como auxiliar de dentista, mas sua veia comunicativa logo a levou ao rádio. Foi locutora em emissoras como Rádio Gospel, Rádio Eldorado AM e Massa FM, onde apresentou programas ao lado de Ratinho Filho. Também conquistou espaço na televisão, apresentando o programa TV Mania na RIC e participando de campanhas publicitárias de grandes nomes como Roberto Hinça e Barrichello.

Mãe de Vitor Gabriel de Oliveira Viana, que reside na Califórnia, e também madrasta dedicada de João Paulo Baggio e Pedro Baggio. Apaixonada por viagens, transforma cada experiência em aprendizado e inspiração. Seu hobby preferido revela o desejo de conhecer o mundo, explorar novas culturas e colecionar memórias que enriquecem sua vida pessoal e profissional.

Mais do que conquistas profissionais, Sara Baggio é uma mulher que valoriza o propósito e o impacto positivo na vida das pessoas, unindo elegância, paixão e generosidade em cada passo que dá.

 

Como nasceu o voluntariado no coração de uma criança.

 

Ela tinha apenas 8 anos quando começou a visitar orfanatos e asilos com a mãe. Hoje, continua levando esperança e transformando vidas com a mesma paixão da infância.

Desde os primeiros anos de vida, ela já carregava algo raro: a vontade genuína de ajudar. Aos 8 anos, enquanto outras crianças brincavam nas ruas de Telêmaco Borba, no Paraná, ela acompanhava a mãe em visitas a lares de idosos, asilos e orfanatos. Nossa protagonista, Sara Baggio, preparava pacotinhos de doces, distribuía carinho e levava alegria para quem mais precisava.
“Minha mãe sempre foi meu exemplo”, lembra. “Ela contava histórias, mostrava slides, envolvia os idosos com atenção e afeto. Eu aprendia observando.” Foi assim que se construiu uma memória afetiva poderosa, cheia de rostos, cheiros e cenas que atravessaram décadas.
Sara nos conta que uma dessas lembranças tem nome: Dona Rosa. Baixinha, de bochechas rosadas, Dona Rosa tinha um hábito curioso: guardava ossinhos de frango — o famoso “jogador” — em potes de vidro. Sempre sorridente, ela puxava uma ponta do ossinho e deixava a outra para a menina puxar. “Quando ela ganhava, gritava e batia palmas. Era a alegria dela”, conta, emocionada.
Para aquela criança, estar ali sorridente não era um sacrifício, mas um encontro com a humanidade. “Muitos idosos não conseguiam sair das camas, então íamos aos quartos levar histórias, companhia e escuta. Isso me marcou profundamente.”
Com o tempo, a vocação virou rotina. Na adolescência, ela e uma amiga dormiam na casa de Dona Sinhana, uma viúva muito conhecida na cidade. “A gente fazia companhia, dormia na cama dela, ajudava nas tarefas. Era natural para nós.” Entre o cheiro do café feito no fogão a lenha e o pão caseiro, crescia a certeza de que fazer o bem era parte da própria identidade.
Hoje, décadas depois, ela reconhece: “O voluntariado corre nas minhas veias. Minha mãe plantou em mim a semente do cuidado, e eu continuo cultivando. Servir ao próximo não é obrigação, é um prazer e uma forma de viver.”
Essa história mostra que solidariedade não nasce do nada, ela é aprendida, pra- ticada e perpetuada. E quando começa na infância, torna-se mais do que um ato: torna-se essência.

Minha Vida, Meu Propósito

A trajetória de Sara sempre esteve ligada à comunicação e à educação. É formada em Jornalismo e História, com formação pedagógica para o ensino superior e atuou por cerca de 15 anos na área da educação, coordenação e orientação.
Há cerca de 12 anos, decidiu encerrar esse ciclo profissional e trilhar um novo caminho em sua vida: dedicar-se a ajudar ao próximo.
Começou sua jornada como voluntária no Hospital Erasto Gaertner, inicialmente no setor de marketing e administrativo, mas logo percebeu que seu desejo era estar junto das pessoas, dos pacientes, olhar nos olhos e fazer a diferença de forma direta. Foi assim que se tornou coordenadora do Espaço Família e, depois, do Centro de Diagnóstico por Imagem (CDI), liderando dezenas de voluntários e criando espaços de acolhimento e cuidado.
Quando a pandemia a afastou do hospital, ingressou no projeto Mãos que Valen, um trabalho filantrópico de ajuda humanitária que começou com a distribuição de jantinhas e marmitas em comunidades carentes. Com o tempo, o projeto cresceu, ganhou sede própria e também ações complementares, como um bazar para arrecadação de fundos. Hoje, o Mãos que Valen auxilia mais de 3 mil crianças por mês, muitas delas com doenças raras ou condições que o SUS não consegue suprir, além de apoiar famílias em situação de vulnerabilidade.
Também é voluntária no Comitê Mulher-Sicredi, um espaço dedicado a incentivar e apoiar mulheres empreendedoras, criando oportunidades de aprendizado, negócios, integração e empoderamento.
Outro lugar que ocupa grande parte do seu coração é o residencial de idosos Versânia, uma casa diferenciada onde cada morador tem seu quarto individual, como em um hotel. Lá, os residentes participam de atividades de recração, aulas de artesanato e culinária, fisioterapia, musicoterapia e momentos de lazer. Nesse espaço, ela coordena o voluntariado, organiza atividades e acompanha o bem-estar de cada residente, levando muita alegria, acolhimento e atenção a todos.

Além disso, atua na Casa de Repouso Humanizar, que acolhe cerca de 30 hóspedes com diferentes graus de dificuldade e carência, encaminhados pelas prefeituras do estado do Paraná. Sua atuação inclui atividades humanizadas, acompanhamento das necessidades e ações especiais em datas comemorativas, sempre buscando tornar o dia a dia mais acolhedor e digno.
Sua rotina é intensa: às segundas-feiras, dedica-se ao projeto Mãos que Valen; às terças, ao lar psiquiátrico; às quartas, ao residencial de idosos, onde conduz atividades e ensina outros voluntários. O trabalho é árduo, mas ela se sente recarregada. “Ver a felicidade e a gratidão das pessoas é minha maior recompensa.”
Ela acredita que Deus a utiliza como um canal para boas ações e almeja, cada vez mais, inspirar outras pessoas a fazerem o bem. Essa inspiração foi reconhecida pela associação internacional Versânia, que criou um prêmio de voluntariado inspirado em sua forma de agir. Hoje, ela participa da entrega desses certificados e incentiva novas pessoas a viverem essa experiência transformadora.
“Para mim, viver o voluntariado é viver uma vida com propósito. É servir sem esperar retorno, mas sentir a energia positiva que flui em cada gesto, em cada rosto. É perceber que cada pequena ação pode gerar um impacto grandioso na vida de alguém. E é através desse serviço que encontro minha realização, minha felicidade e minha verdadeira missão.”
Viver fazendo o bem é uma escolha. Uma escolha que, para ela, representa a essência da vida.

SARA PELO MUNDO: QUANDO SOLIDARIEDADE ENCONTRA GLAMOUR

Sim! Eu conheço uma mulher incrível. Nossa amizade foi praticamente instantânea. Aquele olhar inquieto, sempre com sorriso acolhedor e cheia de energia. Mas ela vai além…
   (Mary Schaffer)
Há quem viaje pelo mundo em busca de paisagens de tirar o fôlego. Outros perseguem sabores, culturas ou até mesmo experiências espirituais. Mas há pessoas raras, que fazem das malas um passaporte para transformar vidas. Sara é uma dessas mulheres,  moderna,  glamorosa, inquieta e totalmente entregue a uma missão maior: levar esperança, amor e dignidade onde quase nada chega.
Ela é uma mulher incrível, linda e uma voluntária de rotina. Além dos trabalhos semanais que realiza em sua cidade, Sara embarcou em verdadeiras expedições transformadoras dentro e fora do país. Missões humanitárias que já somam cinco destinos diferentes, cada um marcado por histórias intensas, emocionantes e inesquecíveis.
E se engana quem pensa que ser solidário significa abrir mão do estilo. Sara prova que solidariedade pode, sim, ter brilho, elegância e até um toque fashion. Afinal, o verdadeiro luxo é estar presente onde ninguém mais ousa ir.
Imagine trocar hotéis cinco estrelas por redes armadas em uma balsa. Esqueça o ar-condicionado e pense em um sol que queima na pele por horas seguidas. Esqueça os restaurantes badalados e perceba o frescor de um peixe recém-pescado no rio Amazonas, servido com farinha, em meio a risos e abraços sinceros. Essa foi a realidade de Sara em sua missão amazônica, uma das mais intensas de sua vida.
Foram mais de 12 horas navegando rio a dentro, lado a lado com quase 30 voluntários. Uma travessia que parecia saída de um filme épico, em meio a águas infinitas e florestas exuberantes. O destino? Uma comunidade ribeirinha esquecida, onde cada gesto de cuidado se transforma em festa.
Durante 15 dias, a equipe trabalhou sob o sol escaldante, limpando terrenos, reformando escolas e visitando famílias. Houve dias de roçada, de pintura, de suor. Houve também momentos de escuta porque muitas vezes, o maior presente que alguém pode receber é simplesmente ser ouvido.
Com pequenas voadeiras, Sara e equipe chegaram a tribos indígenas ainda muito mais afastadas, levando médicos, psicólogos e educadores. “Fazíamos amizade fácil e logo nos tornávamos uma grande família. Nossa presença era aguardada como um grande acontecimento. O convite para compartilhar refeições era constante. E cada almoço era mais que comida – era afeto servido em pratos simples”, conta Sara.
Na memória, ela guarda o sabor inesquecível do peixe fresco pescado ali, diante dos olhos, em pleno rio Amazonas. Um banquete da simplicidade, capaz de ensinar que riqueza verdadeira não está no luxo material, mas na generosidade do coração.

Se a Amazônia mostrou o Brasil profundo, o Equador, Uruguai e o Paraguai revelaram uma outra face da América Latina: comunidades isoladas, cheias de histórias, desafios e carências. Dessa vez, Sara não foi de barco, mas sim de ônibus, longas horas de estrada até chegar ao destino. O glamour, aqui, vinha da coragem de enfrentar quilômetros intermináveis com a certeza de que cada minuto valeria a pena.
As ações se concentraram em praças públicas transformadas em grandes centros de cidadania. Ali, Sara e sua equipe montaram feiras de saúde, de educação e bem-estar. Era possível aferir a pressão, aprender sobre nutrição, receber dicas de cuidados pessoais e até participar de palestras educativas.
Mas nem tudo se resumia a atividades coletivas. Em Young, no Uruguai, Sara viveu uma das experiências mais impactantes da sua jornada. Uma senhora viúva, isolada, cercada por mais de dez gatos, foi encontrada em condições desumanas. “Quando bati no portão e a chamei, ela chorava de fome e de solidão. Ao entrar, vi uma cena que parecia saída de um pesadelo: pratos sujos, panelas vazias e muitos móveis destruídos. A casa estava tomada por sujeira e miséria. Nem animais deveriam viver assim”, relembra Sara, emocionada.
Diante daquela realidade, ela não pensou duas vezes. Mobilizou a equipe, arregaçou as mangas e passou dias limpando, reorganizando e cuidando daquela mulher. Foi uma prova viva de que solidariedade é mais do que doação: é ação, dedicação, entrega.
No Paraguai, o cenário foi semelhante: comunidades esquecidas, pessoas ávidas por atenção e informação, crianças curiosas que viam nas brincadeiras uma chance de aprender e sonhar. Mais uma vez, Sara se destacou não apenas pela organização e pela liderança, mas pela forma glamurosa e humana de se aproximar de cada indivíduo.

Se cada missão já foi um marco, a expectativa de ir para a África era ainda maior. Nesse misterioso destino Sara se preparou com o coração para essa experiência transformadora. O foco foi trabalhar com crianças de 6 a 12 anos e também com seus pais.
Brincadeiras, teatro, jogos cognitivos e atividades educativas preencheram os dias das crianças, mostrando que aprender pode ser tão divertido quanto brincar. Já os pais receberam orientações sobre higiene, valorização pessoal e saúde preventiva. E como a missão aconteceu em Outubro Rosa, o cuidado feminino ganhou um destaque especial: orientações sobre autoexame e prevenção do câncer de mama.
Tiveram também desafios gigantes. Em muitas dessas comunidades, o HIV ainda é uma das principais causas de mortalidade. Por isso, a missão teve também um caráter educativo, com foco em autocuidado e empoderamento.
Sara voltou com a alma em festa. Aquela sensação maravilhosa do dever cumprido, tendo na memória cada sorriso infantil, cada olhar de esperança e cada abraço sincero que fizeram valer todo o esforço.

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